Seja muito bem-vindo à nossa coluna Filosofia Massoterapêutica. É uma alegria recebê-lo(a) neste espaço onde o pensamento e o toque se encontram.
Na Sociedade Brasileira de Massoterapia e Terapias Integrativas (SBMTI), defendemos uma premissa fundamental: a sua prática clínica não se inicia quando você posiciona as mãos sobre o paciente na maca. Ela começa muito antes, na construção da imagem e da ética que você projeta ao mundo. No vasto oceano da saúde integrativa, uma identidade visual não é um mero adorno estético ou um “desenho bonito” para redes sociais; ela é um dispositivo de comunicação complexo. Sua função é articular, em um relance, a sua competência técnica, o seu potencial de acolhimento e a sua inegociável fundamentação ética.
Mas você pode se perguntar: “Eduardo, por que eu, terapeuta, deveria me preocupar com semiótica ou design?”
A resposta reside na utilidade prática deste estudo para a sua vida. Para você que está iniciando, este artigo servirá como uma bússola, ajudando-o a compreender que a profissionalização exige coerência entre o que você estuda e o que você apresenta. Para você, veterano(a), este texto é um convite à renovação — uma oportunidade de olhar para a sua trajetória e alinhar sua imagem aos valores maduros que você carrega hoje.
No âmbito profissional, entender a arquitetura de uma marca permite que você se posicione com autoridade no mercado, diferenciando-se pelo rigor e pela profundidade. No âmbito pessoal, este exercício de análise convida ao autoconhecimento, provocando-o(a) a refletir: “Quais são os símbolos que regem a minha cura?”.
Nesta análise microscópica, utilizaremos a minha própria identidade visual para o ciclo de 2026 como um estudo de caso acadêmico. Vamos desconstruir cada linha, cor e símbolo, esmiuçando como a semiótica pode traduzir a síncrese — essa união poderosa — entre a ciência moderna (biologia e anatomia) e a sabedoria ancestral das práticas integrativas.
Convido você a despir-se dos preconceitos sobre o “marketing” e a mergulhar comigo na filosofia da imagem. Vamos juntos construir uma categoria mais forte, unida e, acima de tudo, consciente de sua própria identidade.

1. A Estrutura Mandálica: Do Ápeiron à Homeostase
A logomarca é rigorosamente inscrita em uma forma circular, evocando a Mandala — termo sânscrito que significa “círculo” ou “centro”, e que através das eras tem sido o símbolo universal da totalidade, da integração e da harmonia cósmica.
O Olhar Filosófico: O Princípio Indeterminado
Ao observarmos este círculo, remetemos imediatamente ao conceito de Ápeiron, proposto pelo pré-socrático Anaximandro. Para o filósofo, o Ápeiron é a substância primordial, o princípio infinito e eterno de onde todas as coisas emanam e para onde tudo inevitavelmente retorna. Na Massoterapia Integrativa, esta fronteira circular representa o campo de atuação do terapeuta: um espaço sagrado e técnico onde o infinito potencial de cura do organismo é estimulado. É o reconhecimento de que, dentro deste “círculo de cuidado”, lidamos com uma matéria que é, ao mesmo tempo, finita em sua biologia, mas infinita em sua complexidade existencial.
A Ruptura com a Estética da Assepsia
É fundamental que você, colega terapeuta, compreenda o peso desta escolha visual. Enquanto o modelo biomédico clássico — herdado da medicina alopática hospitalar do século XX — privilegia a assepsia de formas retangulares, frias e tipografias estéreis (que comunicam distância e autoridade vertical), a estrutura mandálica da minha logo e da nossa prática propõe o acolhimento. O círculo não possui arestas; ele convida o olhar para o centro, para o self do paciente. Ele sinaliza que não estamos ali apenas para “consertar uma peça”, mas para abraçar um sistema.
A Homeostase como Norte Terapêutico
No campo da fisiologia, esse círculo é a representação visual da Homeostase. A busca pelo equilíbrio dinâmico entre os sistemas biológicos, psicológicos e, para nós que atuamos na visão integrativa, espirituais/energéticos do indivíduo. Como bem nos ensinou Hipócrates, o pai da medicina: “O corpo é uma unidade, e deve ser tratado como tal”.
Para o iniciante, este círculo deve ser lido como um lembrete de que o toque no pé ressoa no sistema nervoso central; para o veterano, ele é a reafirmação de que nossa técnica (seja ela a Ventosaterapia ou a Reflexologia) é apenas um meio para restaurar a ordem natural do organismo.
Eu, particularmente, defendo que a logo do terapeuta deve “gritar” essa intenção. Ao adotar uma estrutura circular e orgânica, você comunica ao seu cliente, antes mesmo da primeira manobra de effleurage, que ele está entrando em um ambiente de síntese, onde a ciência da anatomia e a filosofia do ser coexistem em perfeito equilíbrio.
2. O Eixo Central: O Diálogo entre Neurofisiologia e Fenomenologia
No epicentro da marca, deparamo-nos com a silhueta humana em que se destacam, com intencional clareza, o Cérebro e o Coração. Este elemento não foi escolhido ao acaso; ele é a nossa resposta visual e acadêmica à superação do dualismo cartesiano. Durante muito tempo, a saúde foi refém da máxima de René Descartes, que separava a mente (res cogitans) do corpo (res extensa). Na Massoterapia Integrativa que defendo para 2026, essa divisão não existe. Somos uma totalidade pulsante.
O Cérebro: A Ciência, o Rigor e a Malha dos Receptores
Representando o pilar da Ciência e do Rigor Técnico, o cérebro em mihha logo nos lembra que a massoterapia não é um ato de misticismo abstrato, mas uma intervenção biológica profunda. Fundamentamos nossa prática no legado de pioneiros como Per Henrik Ling, que sistematizou o movimento, e Johan Georg Mezger, que conferiu rigor científico e terminológico às manobras que utilizamos até hoje.
Para você, terapeuta, o cérebro simboliza o domínio da neuroanatomia e da fisiologia. Quando suas mãos tocam a pele, você está dialogando com trilhões de mecanorreceptores, enviando sinais ao Sistema Nervoso Central e modulando respostas neurovegetativas. Estudar é, portanto, um ato ético. Como Coordenador Nacional de Terapias Integrativas da SBMTI, reitero: o registro profissional RQMTI-SBES-068 não é apenas um número, mas a garantia de que o profissional por trás da marca compreende a complexidade da mecanotransdução e da modulação da dor.
O Coração: A Fenomenologia do Cuidado e o Corpo Vivido
Contudo, a técnica sem alma é apenas mecânica. O coração em minha logo representa a Fenomenologia do Cuidado. Aqui, evoco o pensamento de Maurice Merleau-Ponty, que nos ensinou a distinguir o Körper (o corpo-objeto, a carcaça anatômica) do Leib (o corpo vivido, a carne carregada de história e subjetividade).
O coração é o símbolo da presença e da empatia que transformam a fricção em terapia. É a aplicação prática do que mestres contemporâneos como Sidney Donatelli e Juliano Amato preconizam: a humanização do toque. Ao tocarmos um paciente, não estamos manipulando um “conjunto de músculos”, mas acolhendo a vulnerabilidade de um ser humano. É o afeto — no sentido filosófico de “afetar” e “ser afetado” — que permite que a técnica encontre o solo fértil da cura.
A Síncrese Necessária
Para o iniciante, o desafio é não se perder no excesso de técnica (só cérebro) nem no excesso de sentimentalismo sem base científica (só coração). Para o veterano, o convite é para o equilíbrio: manter o rigor de Mezger enquanto exerce a sensibilidade de Donatelli.
Eu acredito que o terapeuta do futuro é aquele que estuda neurofisiologia pela manhã para que seu toque seja mais consciente e empático à tarde. Este eixo central da minha logo é um espelho: ele me pergunta, a cada atendimento, se minhas mãos estão conectadas tanto ao meu conhecimento quanto à minha humanidade.
3. O Mistério das Runas: Mannaz e Ehwaz em Sincronicidade
No centro geométrico da silhueta humana, reside um glifo que, à primeira vista, parece uma estilização da letra grega Psi ($\Psi$), associada à alma e à psicologia. Contudo, sob um olhar mais atento e fundamentado na tradição do Elder Futhark (o alfabeto rúnico mais antigo), descobrimos um diálogo entre duas forças fundamentais: as runas Mannaz e Ehwaz.
Mannaz: A Runa da Humanidade e o Encontro Ético
A runa Mannaz ($\Psi$ estilizado no design) é, por excelência, a runa do ser humano. Sua origem remonta ao conceito de ordem social, intelecto e a chispa divina que habita cada indivíduo. Filosoficamente, Mannaz nos convida a mergulhar no pensamento de Martin Buber. Na massoterapia integrativa, não existe “paciente” como um objeto passivo; existe um encontro “Eu-Tu“.
Para mim, Mannaz representa a minha própria essência como coordenador e terapeuta: o reconhecimento de que, antes de ser um técnico com registro, eu sou um ser humano tocando outro ser humano. Mannaz é o lembrete de que a terapia é um ato de consciência compartilhada. É o “Conhece-te a ti mesmo” socrático aplicado à clínica. O terapeuta que não reconhece sua própria humanidade — com suas sombras e luzes — jamais conseguirá acolher a humanidade do outro.
Ehwaz: O Cavalo, o Fluxo e a Parceria Inquebrável
Em certas interpretações gráficas da nossa logo, as linhas de Mannaz se fundem à estrutura de Ehwaz, a runa que simboliza o “Cavalo”. Mas não se engane com a simplicidade da tradução: nas tradições ancestrais, o cavalo representava o veículo do progresso e, acima de tudo, a relação de confiança absoluta entre o cavaleiro e seu animal.
Transpondo para o nosso cotidiano na SBMTI, Ehwaz é a runa da aliança terapêutica. Representa o movimento conjunto entre terapeuta e cliente. É a confiança mútua necessária para que a fáscia — esse tecido que guarda nossas memórias traumáticas — se sinta segura o suficiente para se liberar. Sem a parceria simbolizada por Ehwaz, o toque é apenas pressão física; com Ehwaz, o toque torna-se fluxo energético e restauração homeostática.
A Sincronicidade e a Personalidade do “Eduardo Henrique”
Esta escolha rúnica reflete diretamente a minha trajetória. Como um eterno estudante que busca a síncrese entre o conhecimento acadêmico e a sabedoria oculta, essas runas traduzem meu compromisso com uma liderança que é, ao mesmo tempo, técnica e humanista.
Na SBMTI, não queremos apenas formar “aplicadores de manobras”. Queremos despertar o “Terapeuta Mannaz”: aquele que possui a estrutura social e o conhecimento, mas que cavalga com a agilidade e a confiança de Ehwaz para promover a saúde.
Observe como esses glifos se posicionam sobre o coração e o cérebro da logo. Eles “amarram” a ciência à ancestralidade. Comunicam que o profissional Eduardo Henrique, em 2026, oferece um porto seguro onde a razão (Cérebro) e a emoção (Coração) são mediadas pela ética da humanidade (Mannaz) e pela dinâmica da parceria (Ehwaz).
Colega terapeuta, ao olhar para essa logo, não veja apenas um símbolo de Eduardo Henrique. Veja um convite para que você também busque as suas “runas” — os seus princípios inegociáveis.
4. A Síncrese do Saber: Milenarismo Oriental e Medicina Clássica
A logomarca é, em sua essência, um manifesto do Sincretismo Integrativo. Ela não escolhe um lado da história; ela abraça a totalidade da jornada humana na busca pela cura. Na SBMTI, não acreditamos em uma “guerra de medicinas”, mas na harmonia dos saberes que colocam o bem-estar do interagente em primeiro lugar.
A Tradição Milenar Oriental: O Fluxo do Invisível
Representada pelas delicadas Agulhas de Acupuntura e pela fluidez das linhas que evocam o Qi (energia vital), a logo presta homenagem à Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Quando olhamos para esses elementos, não vemos apenas “agulhas”, mas a precisão cirúrgica necessária para ajustar os fluxos energéticos e os meridianos que percorrem o corpo.
Filosoficamente, essa vertente nos ensina sobre a impermanência e a interconexão. Como coordenador, entendo que o terapeuta integrativo deve possuir essa “visão de águia” oriental: a capacidade de perceber que uma estagnação emocional pode se manifestar como um bloqueio físico. É a compreensão de que somos seres bioenergéticos, e que o equilíbrio do Shen (mente/espírito) é tão vital quanto o equilíbrio do sangue.
A Medicina Clássica Ocidental: O Rigor da Matéria
Em contrapartida, a marca é ancorada pela iconografia anatômica e pelo uso de elementos que remetem à Fitoterapia e à ciência das ervas. Aqui, invocamos a herança de Hipócrates, que já no século V a.C. utilizava o poder das plantas e o toque manual como pilares da medicina ética.
Neste espectro, destacamos o legado de Per Henrik Ling. Ao sistematizar o que hoje conhecemos como Massagem Sueca, Ling não apenas criou manobras; ele introduziu o rigor da cinesiologia e da fisiologia no toque. Na nossa logo, as formas orgânicas das folhas e a estrutura do corpo humano representam essa base sólida: o domínio da anatomia palpatória, o conhecimento da farmacopeia natural e a segurança de que nossa intervenção possui evidência e método.
O Ponto de Encontro: A Ciência da Síncrese
Na Massoterapia Integrativa de excelência, essas vertentes não se anulam; elas se somam em uma síntese dialética. Como costumo provocar em nossas reuniões na SBMTI: “Onde termina o nervo e começa o meridiano?”.
A prática moderna nos mostra que a anatomia palpatória (Ocidente) utilizada para liberar pontos de gatilho (trigger points) frequentemente coincide com os mapas milenares de acupontos (Oriente). Quando você, colega, pressiona um ponto de tensão, você está exercendo cinesiologia e, simultaneamente, modulando o fluxo de Qi.
Para o iniciante, essa união na logo deve ser vista como um convite ao estudo multidisciplinar. Não se contente em ser apenas “o místico” ou apenas “o técnico”. Para o veterano, é a reafirmação de que nossa autoridade — garantida pelo registro — provém justamente dessa capacidade de transitar entre a precisão da agulha e a profundidade da planta, entre o mapa dos músculos e a cartografia da alma.
5. O Ecossistema das PICS: Botânica e Precisão
Ao observarmos as bordas orgânicas da logomarca, deparamo-nos com uma representação viva do que chamamos de Ecossistema das PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde). A presença de ervas específicas no design não é um detalhe estético ou meramente “decorativo”; é a sinalização visual do nosso arsenal terapêutico. Aqui, o toque humano encontra a química da terra.
Na SBMTI, defendemos que o terapeuta integrativo não deve apenas “usar óleos”, mas compreender a farmacodinâmica da natureza.
A Camomila (Matricaria chamomilla): A Sedação do Caos
A camomila, representada por suas formas suaves, simboliza a Paciência e a Temperança. No campo filosófico, ela evoca a ataraxia — a tranquilidade da alma. Contudo, sob o rigor científico, sua presença na logo comunica nossa atuação direta na sedação do sistema nervoso central.
Quando aplicamos fitoterápicos ou óleos essenciais à base de camomila, estamos dialogando com o sistema GABAérgico do paciente, promovendo a redução do cortisol e preparando o tecido muscular para a liberação. Ela é o símbolo do acolhimento à vulnerabilidade: antes de tratar a dor, acalmamos o espírito que a carrega.
O Alecrim (Salvia rosmarinus): O Vigor do Logos
Em contrapartida à suavidade da camomila, o alecrim surge como o símbolo do Vigor e da Clareza Mental. Historicamente conhecido como a “erva da memória”, o alecrim representa, em nossa identidade visual, a prontidão cognitiva e a vitalidade.
Tecnicamente, ele é o motor da circulação. Sua presença sinaliza que a massoterapia integrativa também é estimulante; ela promove a perfusão sanguínea e a oxigenação tecidual. Para o terapeuta, o alecrim é o lembrete de que devemos atuar com “presença absoluta” — um estado de alerta sereno que nos permite ler as tensões do interagente com precisão cirúrgica.
Fitoterapia e Aromaterapia: A Potencialização do Toque
A união desses elementos botânicos na marca serve para lembrar a você, colega, que o nosso tratamento utiliza a química da natureza para potencializar o estímulo mecânico. Ao associarmos a Massoterapia à Aromaterapia e à Fitoterapia, acessamos o sistema límbico — a sede das emoções e da memória no cérebro.
Como nos ensinou Hipócrates, a natureza é a cura das doenças (Vis Medicatrix Naturae). O que fazemos na SBMTI é dar a essa cura um contorno profissional e ético. Quando você vê as ervas em minha logo, você deve ler: “Aqui, o toque é fundamentado pela biologia e expandido pela consciência ambiental”.
Para o iniciante, este pilar é um lembrete de que sua formação deve ser contínua — não pare na anatomia; estude a química das plantas. Para o veterano, é a reafirmação de que nossa prática é multifacetada e que cada insumo utilizado em sessão é uma extensão do nosso compromisso com a recuperação tecidual e emocional do ser.
6. Semiótica da Tipografia e Cores: A Linguagem Invisível da Autoridade
Muitas vezes, o terapeuta negligencia a estética, acreditando que apenas o “saber fazer” é suficiente. Contudo, na SBMTI, compreendemos que a forma é a extensão do conteúdo. A escolha das fontes e cores da minha marca para 2026 segue um rigor deontológico — ou seja, um compromisso com o dever e com a retidão da nossa classe.
As Fontes: O Equilíbrio entre a Tradição e o Amanhã
Minha marca utiliza um jogo tipográfico que reflete o “duplo movimento” do terapeuta de excelência: o olhar no passado clássico e os pés no futuro científico.
- Tipografia Cardo (O Peso da Tradição): Para o meu nome, escolhis a Cardo, uma fonte com serifa desenhada especificamente para as necessidades de acadêmicos e classicistas. Ela evoca o intelectual, o histórico e o respeito ao cânone. Ao utilizá-la, comunico ao meu paciente e aos meus pares na SBMTI que minha prática é ancorada em bases sólidas — na filosofia de Aristóteles, no rigor de Johan Georg Mezger e na tradição de Per Henrik Ling. Ela diz: “Este profissional respeita a linhagem de quem veio antes”.
- Tipografia Lato (A Clareza da Ciência): Para o subtítulo descritivo, utilizo a Lato (sans-serif). O termo “Lato” significa “Verão” em polonês, e a fonte foi criada para transmitir transparência, clareza e uma “seriedade amigável”. Ela representa a modernidade tecnológica e a massoterapia baseada em evidências. É a minha ferramenta de Acessibilidade Técnica: o compromisso de ser claro, direto e honesto com o público.
A Paleta Cromática: Alquimia e Institucionalidade
As cores são vibrações que atingem o inconsciente do nosso cliente. Por isso, cada tom foi escolhido para promover a resposta fisiológica adequada.
- Os Verdes (Regeneração e Homeostase): O verde é a cor da Vis Medicatrix Naturae (o poder de cura da natureza). Ele sinaliza ao sistema nervoso que o ambiente é seguro para a regeneração. Na minha logo, o verde representa a busca incessante pela Homeostase — o equilíbrio dinâmico dos tecidos que buscamos em cada manobra de deslizamento ou compressão.
- O Azul Profundo (A Força da Instituição): Este é o azul da SBMTI. Ele comunica autoridade técnica, confiança e, acima de tudo, ética institucional. O azul profundo é a cor da responsabilidade civil e profissional. Ele garante ao cliente que eu, como terapeuta, não atuo de forma isolada, mas como parte de uma sociedade técnica que preza pelo rigor e pela segurança do paciente.
- O Dourado/Mel (A Luz do Conhecimento): Aqui reside a nossa essência filosófica. O dourado representa a Alquimia da Transformação: o momento em que a dor (o chumbo) é transmutada em bem-estar (o ouro) através do toque consciente. Mais do que isso, remete ao conceito de “Sair da Caverna” de Platão. O dourado é a luz do sol que o terapeuta encontra quando decide abandonar as “sombras” das técnicas superficiais para buscar a luz do estudo profundo, da anatomia e da sabedoria integrada.
Reflexão para o Colega: Minha pergunta para você, que me lê agora, é: as cores que cercam o seu nome hoje transmitem a autoridade de um profissional registrado ou o amadorismo de quem ainda não compreendeu o peso da própria missão?
Na SBMTI, trabalhamos para que cada membro seja, em si mesmo, uma “marca de confiança”. A tipografia e as cores são as vestes desse compromisso.
Conclusão: O Toque como Ética e a Imagem como Destino
Ao longo desta análise, desconstruímos a marca para entender que a identidade de um terapeuta integrativo é, na verdade, o seu manifesto silencioso. Ela é o primeiro contato do paciente com a sua alma profissional.
Para o(a) colega que inicia sua jornada agora, deixo um desafio que transcende o design: ao pensar na sua imagem e na sua marca, não busque apenas o que é “bonito” ou “tendência”. Busque a verdade. Pergunte-se honestamente: “Quais filósofos sustentam o peso do meu toque? Quais cientistas guiam a pressão das minhas mãos? Minha marca transmite a segurança e o rigor de um registro profissional como o RQMTI?”
O Espelho do Compromisso Institucional
A identidade visual de um coordenador da SBMTI deve funcionar como um espelho. Ela reflete o compromisso inegociável com a categoria. Como vimos, a síncrese entre o Cérebro (Rigor Técnico) e o Coração (Acolhimento) não é uma escolha, mas uma necessidade deonotológica. Seguindo os ensinamentos de Sidney Donatelli e Juliano Amato, lembramos que o toque é uma forma de linguagem. E essa linguagem precisa ser coerente.
Não podemos falar em saúde integrativa se a nossa própria imagem for fragmentada. Se desejamos ser reconhecidos como profissionais de saúde de primeira linha, nossa apresentação deve exalar a mesma autoridade que as mãos de Per Henrik Ling ou o método de Johan Georg Mezger imprimiram na história.
Um Convite à União
Que possamos ser, como a minha logo propõe para 2026, seres de coração aberto e cérebro atento. Que tenhamos a humildade de Hipócrates para reconhecer os limites da nossa arte e a coragem de Platão para sairmos da caverna do senso comum em direção à luz do conhecimento científico.
A SBMTI convida você a não caminhar sozinho. A força da nossa categoria não reside na individualidade, mas na nossa capacidade de nos organizarmos como uma classe ética, fundamentada e unida. O seu registro profissional — o seu RQMTI — é o selo que diz ao mundo: “Eu não sou apenas um aplicador de técnicas; eu sou um guardião da saúde integrativa”.
Sigamos juntos, elevando o patamar da Massoterapia no Brasil, transformando cada sessão em um tratado de ética, ciência e humanidade.
Unidos pelo fortalecimento da nossa categoria.
Eduardo Henrique Coordenador Nacional de Terapias Integrativas – SBMTI Bacharel e Licenciado em Filosofia (UFSJ) | Massoterapeuta Tecnólogo (UniFatecie) Registro Profissional: RQMTI-SBES-068
“A SBMTI propõe um novo tempo para o terapeuta brasileiro. O tempo da excelência.”
Referências Bibliográficas e Fontes de Estudo
- AMATO, Juliano. A Ética no Toque: Manual do Massoterapeuta Moderno. São Paulo: Ed. Saúde, 2021.
- ARISTÓTELES. De Anima (Sobre a Alma). Tradução de textos clássicos.
- BUBER, Martin. Eu e Tu. São Paulo: Centauro, 2001.
- DONATELLI, Sidney. História e Evolução da Massoterapia no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Científica, 2018.
- HIPÓCRATES. Aforismos e Escritos Escolhidos. Tradução de textos clássicos.
- KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade de Julgar. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
- LING, Per Henrik. Fundamentos da Ginástica e Massagem Sueca. Arquivos Históricos SBMTI.
- MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
- MEZGER, Johan Georg. The History of Physiotherapy and Manual Healing.
- SBMTI. Relatório de Análise Semiótica e Estratégica: Identidade Visual de Eduardo Henrique. Belo Horizonte, 2025.
- SBMTI. Caderno de Exercícios: Mentoria em Conduta Profissional. Eduardo Henrique, 2024.
- VIKING HERITAGE. Rune Mannaz and Ehwaz: Meaning, Origin, and Spiritual Powers. Disponível em: vikingheritage.net.
- MYTHIC WRITES. The Rune Series: Mannaz – Mankind. Disponível em: https://www.google.com/search?q=medium.com/mythic-writes.
- COSMOCRIA. Psicologia das cores aplicada a terapeutas e profissionais de saúde. Disponível em: https://www.google.com/search?q=cosmocria.com.br.
Referências citadas
- Eduardo Henrique Braga Cestari – Clínica de Neurodiagnose e Neuroterapêutica, acessado em dezembro 29, 2025, https://neurodiagnose.com.br/eduardo-henrique-braga-cestari/
- Relatorio – Estagio Eduardo Henrique | PDF | Família | Adolescência, acessado em dezembro 29, 2025, https://pt.scribd.com/document/940182075/Relatorio-Estagio-Eduardo-Henrique
- Ehwaz – Wikipedia, la enciclopedia libre, acessado em dezembro 29, 2025, https://es.wikipedia.org/wiki/Ehwaz
- acessado em dezembro 29, 2025, https://www.kokulisworld.com/producto/runa-ehwaz-virgo/#:~:text=Esta%20runa%20representa%20muchos%20atributos,la%20gracia%20y%20la%20belleza.
- Qual o Significado da Runa 19 Ehwaz (E)? – Oráculosweb | Tarot online, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.blog.oraculosweb.com.br/post/qual-o-significado-da-runa-19-ehwaz-e-or%C3%A1culosweb
- Significado da Runa Ehwaz – A Folha do Vale, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.a-folhadovale.com/single-post/2020/10/31/significado-da-runa-ehwaz
- Mannaz Rune – Tales of Valhalla, acessado em dezembro 29, 2025, https://talesofvalhalla.com/blogs/tales-of-valhalla-norse-mythology/mannaz-rune
- Mannaz Rune Meaning: Humanity – Labyrinthos, acessado em dezembro 29, 2025, https://labyrinthos.co/blogs/elder-futhark-norse-runes-meanings-list/mannaz-rune-meaning-humanity
- The Rune MANNAZ, Meaning in Norse mythology | Mythic Writes – Medium, acessado em dezembro 29, 2025, https://medium.com/mythic-writes/the-rune-series-mannaz-mankind-45b8cb5c356e
- Rune Mannaz ᛗ – Meaning, Origin, and Spiritual Powers – Viking Heritage Store, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.vikingheritage.net/blogs/viking/rune-mannaz
- Psicologia das cores aplicada a terapeutas e profissionais de saúde – Cosmocria, acessado em dezembro 29, 2025, https://cosmocria.com.br/psicologia-das-cores-aplicada-a-terapeutas-e-profissionais-de-saude/
- Psicologia das Cores na Saúde: O que sua clínica transmite? – Ninsaúde Clinic, acessado em dezembro 29, 2025, https://blog.apolo.app/psicologia-das-cores-na-saude-o-que-sua-clinica-transmite/
- Veja a runa que representa cada signo e seu significado – Portal EdiCase, acessado em dezembro 29, 2025, https://portaledicase.com/conheca-a-origem-das-runas-e-descubra-qual-pedra-representa-o-seu-signo/
- Dr Eduardo Henrique Endocrinologista, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.dreduardoendocrino.com.br/
- v.6, n.12 (2019): Suplemento – Abenfisio, acessado em dezembro 29, 2025, https://abenfisio.com.br/docs/Revista%20ABENFISIO.pdf
- Runa Eihwaz – Viking Heritage Store, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.vikingheritage.net/es/blogs/viking/rune-eihwaz
- Qual o Significado da Runa 13 Eihwaz (EI)? – Oráculosweb | Tarot online, acessado em dezembro 29, 2025, https://www.blog.oraculosweb.com.br/post/qual-o-significado-da-runa-13-eihwaz-ei-or%C3%A1culosweb
Este artigo é uma contribuição educacional de Eduardo Henrique para a coluna Filosofia Massoterapêutica da SBMTI. Valorize sua categoria: Associe-se.

Deixe um comentário